Quinta-feira, 24 de Maio de 2007

Texto 8

O Racionalismo e o Empirismo
 
    
97. É próprio do Racionalismo a primazia do Logos.
      A razão natural do homem é a fonte única do autêntico saber.
 
98. Só nos poderes da razão devemos confiar,
      pelo que tudo deve estar submetido à sua alta autoridade.
      Apenas deve ser admitido aquilo que a razão reconhece como lógico.
 
99. A experiência é incapaz de explicar todos os nossos conhecimentos.
      Os princípios normativos - como os da Matemática - são a priori,
      e as regras que presidem ao raciocínio são inatas.
  
 
 
100. As leis do pensamento racional são também as leis das coisas.
        Sendo o Universo um sistema coeso, um todo ordenado,
        um Cosmos - e não um caos - é precisamente
        esse isomorfismo que o torna inteligível.
 
101. O que, ao invés, define o Empirismo,
        é o primado concedido ao conhecimento sensível.
 
102. A experiência é tida como o único critério de verdade.
        Dela deriva, directa ou indirectamente, todo o saber humano.
 
103. Herdeiro do Empirismo da Idade Moderna, o Positivismo
        limita à ciência a capacidade de explicar o real.
 
104. "Tudo aquilo que não puder ser testado em laboratório
        ou traduzido em linguagem matemática, não tem sentido nenhum".
 
105. Só é cognoscível aquilo que a observação directa verificar: os fenómenos.
        O confinar a realidade ao dado empírico exclui a Metafísica.
 
106. “Nunca vi uma alma na ponta do meu bisturi” (Claude Bernard - Século XIX).
        Não existe o que não vejo, não ouço, não toco, não cheiro e não provo.
        Nenhuma certeza tem valor fora dos factos científicos comprovados.
publicado por Marc Calicis às 15:52
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Marc Calicis

Licenciado em Filosofia pela U.C.P.

Vila do Conde

Ano Lectivo de 2009 - 2010