Quinta-feira, 17 de Maio de 2007

Texto 15

Os Sofistas
  
213. O Movimento Sofístico defende, acima de tudo,
        que os valores não são essências.
 
214. Vai ainda mais longe. Sustenta que nem sequer
        são propriedades dos objectos.
 
215. Os valores são estranhos às próprias coisas.
        Não possuem quaisquer qualidades objectivas.
 
216. Protágoras, Sofista do século Vº A.C., proclamou:
        “O homem é a medida de todas as coisas”.
 
217. O Relativismo reduz os valores às valorações.
        Apenas vale aquilo que o indivíduo valorizar.
 
218. Dependendo em exclusivo da estimativa de cada um,
        todo o valor é por conseguinte meramente extrínseco.
 
219. O Bem é simplesmente aquilo que for desejado por cada sujeito
        e varia consoante as opiniões momentâneas que tivermos forjado.
 
220. O que, por exemplo, te parece injusto,
        pode perfeitamente parecer justo aos olhos de outro.
 
221. Se tudo é opinião e aparência, não há que invocar
        nenhuma Justiça em si, nenhuma Verdade.
 
222. As coisas não têm valor em si mesmas.
        Nós é que lhes damos – ou não – um determinado valor.
        Se nada vale por si, caberá a cada cabeça ditar a sua sentença.
 
223. O sujeito é a única fonte dos valores.
        É o seu criador, o árbitro do justo e do injusto.
        O bem e o mal são somente o que cada homem decidir.
 
224. Em termos políticos, os valores reduzem-se a meras convenções.
        Impera o Pragmatismo: o êxito mede o valor das opiniões:
        aquela que persuadir o maior número será a melhor.
publicado por Marc Calicis às 19:19
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Marc Calicis

Licenciado em Filosofia pela U.C.P.

Vila do Conde

Ano Lectivo de 2009 - 2010