Sábado, 12 de Maio de 2007

Texto 20

Doutrinas posteriores a Aristóteles
  
285. A Grécia torna-se Província Romana em 146 A.C.
        Um longo Período, chamado Helenístico, estende-se
        desde o IIIº A.C. até ao advento da era medieval (476 D.C.).
 
286. O Cepticismo teve como fundador Pirro (365–275 A.C.).
        O cepticismo moral sustenta que nada é bom ou mau em si mesmo,
        pelo que nada é bom ou mau para todos.
 
287. O Bem e o Mal não são objectivos. Não têm realidade fora do sujeito.
        Não sendo entidades, muito menos podem ser personificados.
        Outro filósofo céptico é Sexto Empírico (séculos IIº e IIIº D.C.).
 
288. Antístenes (444–365 A.C.) inaugura a Escola Cínica.
        Este adjectivo deriva de um termo grego que significa “cão”,
        devido ao ideal de uma existência simples e informal.
 
289. Fora da virtude, não existem bens. Daí o total desprezo
        pelos demais valores e opiniões vulgarmente aceites.
        Outro pensador cínico é Diógenes (413–327 A.C.).
 
290. O Eclectismo é o método dos que pretendem elaborar uma doutrina própria,
        respigando aqui e ali, noutros filósofos, os elementos que lhes interessam,
        fundindo-os num todo coerente. Entre os Eclécticos, inclui-se Cícero,
        célebre orador romano (106–43 A.C.).
 
291. Epicuro (341–270 A.C.) elaborou uma teoria filosófica
        que identifica o bem e o prazer. Criou a Escola do Jardim
        na qual se inspirará o poeta latino Lucrécio (98–55 A.C.).
 
292. Os Epicuristas não valorizam tanto a deleitação física e imediata
        (a qual pode acarretar dissabores e levar ao infortúnio)
        como o bem espiritual e duradouro.
 
293. Preconizam a vida moderada, sábia e independente.
        O seu hedonismo é pois mais temperado do que
        o de Aristipo de Cirene (século IVº A.C.),
        fundador da Escola Cirenaica.
 
294. O Estoicismo teve por fundador Zenão de Citium (335–264 A.C.).
        Recomenda o acordo entre a vontade do homem e o Destino.
        Aceitar o inevitável é um ditame da razão.
 
295. Epicteto (50–125), Séneca (4– 65)
        e o imperador Marco Aurélio (120–180)
        são outros vultos notáveis da Escola do Pórtico
        (os dois últimos filósofos citados eram cidadãos romanos).
 
296. O carácter provisório de todas as coisas obriga o sábio
        a não se deixar perturbar pelas vicissitudes do mundo.
 
297. Indiferente às agruras da existência e impermeável às ilusões passageiras
        que agitam os mortais, o estóico manter-se-á impassível de espírito
        e inalterável nos seus comportamentos.
 
298. Plotino (205–270) edificou o último grande sistema filosófico
        da Antiguidade Clássica: o Neoplatonismo.
 
299. O seu espiritualismo vigoroso e desdém pela matéria
        anunciavam uma era de religiosidade. Procurou conciliar
        os conceitos platónicos com a mística do Oriente.
 
300. Os membros destas Escolas Pós-Aristotélicas ambicionavam
        atingir o estado de ataraxia ou de sereno equilíbrio interior,
        prémio do autodomínio e condição de auto-suficiência.
publicado por Marc Calicis às 20:23
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Marc Calicis

Licenciado em Filosofia pela U.C.P.

Vila do Conde

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